Google lança o Universal Commerce Protocol, padrão aberto para comércio eletrônico através de agentes de IA

As compras online estão mudando mais rápido do que nunca. Você já imaginou ter um assistente pessoal que pesquisa produtos, compara preços e finaliza suas compras sem que você precise navegar por dezenas de sites? Esse futuro está mais próximo do que você pensa. O Google lançou o Universal Commerce Protocol (UCP) durante a NRF 2026, estabelecendo uma nova infraestrutura para o chamado comércio agêntico, onde agentes de inteligência artificial executam transações completas em nome dos consumidores.

O que é o Universal Commerce Protocol?

O Universal Commerce Protocol funciona como uma linguagem universal que permite diferentes agentes de IA conversarem diretamente com sistemas de comércio eletrônico sem precisar criar integrações individuais para cada plataforma. Imagine que você pede ao Gemini para encontrar o melhor notebook dentro do seu orçamento. Com o Universal Commerce Protocol, o agente consegue pesquisar em múltiplos varejistas, comparar especificações, verificar disponibilidade e até finalizar a compra, tudo isso mantendo você no controle.

O protocolo foi desenvolvido em parceria com gigantes do varejo como Shopify, Etsy, Wayfair, Target e Walmart. Além disso, conta com o endosso de mais de 20 empresas do ecossistema de pagamentos e tecnologia, incluindo Adyen, American Express, Mastercard, Stripe e Visa. Essa ampla adoção inicial mostra que a indústria reconhece a necessidade de padronização para viabilizar o comércio baseado em inteligência artificial.

Diferentemente dos ecossistemas fechados e proprietários que dominam o mercado atualmente, o Universal Commerce Protocol adota uma abordagem aberta. Ele é compatível com protocolos existentes como o Agent2Agent (A2A), o Agent Payments Protocol (AP2) que o próprio Google havia lançado anteriormente e o Model Context Protocol (MCP). Essa interoperabilidade significa que varejistas de diferentes portes podem participar do novo paradigma sem ficarem reféns de um único marketplace ou plataforma.

A implementação inicial está acontecendo nos Estados Unidos, com funcionalidades que permitem aos usuários finalizarem compras diretamente no AI Mode do Google Search e no aplicativo Gemini. Você pode selecionar variações de produtos, fazer login na sua conta do varejista e concluir o checkout sem sair da interface conversacional. O varejista permanece como o vendedor oficial, mantendo controle sobre a experiência de compra e os dados dos clientes.

Como os varejistas se conectam ao novo ecossistema

Para os varejistas brasileiros que já estão atentos às mudanças no comportamento do consumidor, entender como se preparar para essa transformação é fundamental. O primeiro passo está na estruturação dos dados dos produtos. O Google anunciou dezenas de novos atributos no Merchant Center, projetados especificamente para descoberta em interfaces conversacionais.

Esses novos campos vão muito além das descrições tradicionais de produtos. Eles incluem respostas para perguntas frequentes sobre os produtos, informações sobre acessórios compatíveis, sugestões de substitutos e contextos de uso. Quando um consumidor pergunta ao agente de IA sobre qual produto é ideal para uma situação específica, a qualidade e completude dessas informações determina se sua marca será mencionada ou ignorada.

A marcação estruturada através do Schema.org também ganha importância renovada. Os Large Language Models (LLM) dependem de informações bem organizadas e contextualizadas para fazer recomendações precisas. Produtos com descrições genéricas ou incompletas simplesmente desaparecem das conversas, mesmo que sejam tecnicamente superiores aos concorrentes.

A empresa também está lançando o Business Agent, uma ferramenta que permite às marcas estabelecerem uma presença conversacional diretamente nas páginas de resultados do Google. Funciona como um vendedor virtual que responde perguntas sobre produtos, fornece informações técnicas e auxilia os consumidores durante a jornada de compra, tudo isso sem que o usuário precise sair do buscador.

Oportunidades e desafios para o mercado brasileiro

Dados recentes mostram que 40% dos consumidores brasileiros estão dispostos a permitir que a inteligência artificial execute compras de forma autônoma. Esse percentual posiciona o Brasil entre os mercados com maior receptividade ao comércio agêntico globalmente. Além disso, 93% dos brasileiros conectados já utilizam alguma ferramenta de IA no seu dia a dia, evidenciando uma familiaridade crescente com essas tecnologias.

Esse cenário cria uma janela de oportunidade única para marcas que se posicionarem antes da massificação dessas práticas. Diferentemente do SEO tradicional, onde a competição por visibilidade é intensa há décadas, a otimização para engines generativas (GEO) ainda é um território relativamente inexplorado no Brasil. As empresas que investirem agora na estruturação de conteúdo e dados para sistemas de IA poderão estabelecer autoridade antes que o mercado se sature.

Estudos da Ahrefs demonstram uma queda de 35,2% nos cliques em resultados orgânicos tradicionais quando os recursos de AI Overview do Google são ativados. Uma análise similar realizada no mercado brasileiro encontrou padrões semelhantes, confirmando que a migração para interfaces conversacionais está em andamento também por aqui. Para varejistas, isso significa que estratégias focadas exclusivamente no ranqueamento de páginas web serão cada vez menos efetivas.

O Google também anunciou o Direct Offers, um formato de anúncios para o AI Mode que permite aos varejistas apresentarem ofertas exclusivas quando o sistema detecta alta intenção de compra. O formato complementa as campanhas Shopping tradicionais, mas exige uma abordagem diferente de criação e segmentação. Os anunciantes definem quais ofertas destacar, enquanto a IA determina os melhores momentos de exibição com base no contexto da conversa.

Preparando sua empresa para o comércio agêntico

A adaptação ao comércio baseado em agentes de IA exige mudanças que vão além da tecnologia. Começa com uma avaliação honesta da presença atual da sua marca em plataformas de IA generativa. Faça buscas sobre seus produtos principais no AI Mode do Google ou no ChatGPT e observe se sua empresa é mencionada. Em caso negativo, identifique quais concorrentes estão aparecendo e por quê.

A construção de autoridade temática através de conteúdo de qualidade permanece essencial, mas com uma mudança de foco. Os sistemas de IA valorizam experiências reais baseadas em prática profissional, dados proprietários e metodologias desenvolvidas internamente. Conteúdo genérico ou reescrito de outras fontes tem pouco valor nesse novo contexto. Investir em pesquisas originais, análises de mercado exclusivas e case studies detalhados gera material que os Large Language Models reconhecem como diferenciado.

A capacitação das equipes internas merece atenção especial. Profissionais de marketing, vendas e tecnologia precisam entender os fundamentos de como os Large Language Models funcionam, quais fatores influenciam suas recomendações e como otimizar conteúdo para descoberta conversacional. Esse conhecimento técnico permite a execução consistente de estratégias adaptadas ao novo paradigma, em vez de depender exclusivamente de consultores externos.

A transformação para o comércio agêntico representa tanto uma oportunidade quanto um desafio para varejistas e marcas. O Universal Commerce Protocol estabelece uma infraestrutura aberta que pode democratizar o acesso a esse novo modelo, mas apenas para empresas que se prepararem adequadamente. A janela de oportunidade para estabelecer visibilidade antes da massificação é limitada.

Nossa equipe de especialistas em Generative Engine Optimization e estratégia digital pode ajudar sua empresa a se posicionar nesse novo cenário. Desenvolvemos estratégias personalizadas de estruturação de dados, otimização de conteúdo para IA e presença em plataformas conversacionais. Entre em contato conosco hoje mesmo para uma análise inicial da presença da sua marca em sistemas de inteligência artificial e descubra como aproveitar essa transformação do mercado a seu favor.

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