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Sua comunicação digital está alinhada com a diversidade?

Sua comunicação digital está alinhada com os novos debates e transformações sociais que estamos vivenciando? Ou, mesmo com a facilidade do acesso a informações e troca de experiências você ainda está repetindo os clichês de décadas passadas?

Muito mais do entrar na “moda”, entender a importância de tornar o marketing online mais inclusivo é decisivo para as marcas que desejam manter a sintonia com os avanços sociais.

Os movimentos ganharam voz!

O avanço das redes sociais deu voz a pessoas que por décadas ficaram de fora dos debates da grande mídia, com a possibilidade de tornar público dilemas que antes eram confinados aos encontros de grupos de diversidade. Como efeito, o levantamento do Dossiê BrandLab, por exemplo, indicou que buscas sobre diversidade no Brasil cresceram 30% no último ano, demonstrando que o assunto está gradualmente se tornando um interesse público.

Pensar em um marketing online mais inclusivo, assim, é adotar uma estratégia de comunicação que abraça a representatividade e extrapola os clichês, mas com embasamento de conhecer quem é o seu público, de verdade.

É refletir alguns pontos de discrepância entre o marketing online e a sociedade. Se a maioria da população brasileira é formada por 46,7% de pessoas que se declaram pardas (IBGE), por exemplo, porque mulheres negras estrelam apenas 17% das campanhas publicitárias, como indicou a pesquisa da ONU Mulheres? Ou o motivo das mulheres serem protagonistas de 37% das propagandas online, normalmente adotando papéis estereotipados, como indicou o levantamento realizado pelo Google.

Além da questão da igualdade de gênero, que se tornou debate até entre as estrelas de Hollywood, um posicionamento em prol da diversidade deve envolver diferentes vertentes, como áreas de diversidade sexual, social, étnica, cultural, socioeconômico e de faixas etárias, estando antenado com os debates e avanços que esses grupos estão conquistando dia após a dia.

Toda marca deve se posicionar?

Para quem está disposto a começar a pensar na diversidade na produção de seus conteúdos online, a primeira preocupação é saber exatamente qual história e para quem você está contando. É importante que as pessoas se identifiquem com as imagens e conteúdos que você está divulgando, aproximando-se dessa nova realidade com empatia e agregando diferentes perspectivas, avançando sobre clichês e não utilizando essa bandeira como “caça likes”. Praticar um marketing mais inclusivo não deve ser encarado como uma “caridade” ou uma “campanha”, que dura apenas um fim de semana, mas deve fazer parte do seu posicionamento como um todo, do planejamento até a escolha de influencers que contribuam com essa visão menos restrita da realidade.

Na Sodexo Serviços as ações de Diversidade & Inclusão fazem parte dos pilares da empresa, com projetos como o Empoderando Refugiadas, programas para contratação de profissionais PCDs e a valorização de equipes com diversidade étnica, como importantes elementos de contribuição do trabalho. Para reforçar esses valores, na página da Sodexo Serviços divulgamos semanalmente essas ações e eventos, com a valorização da liderança feminina, boas práticas corporativas e ações de diversidade que ajudam a superar preconceitos no ambiente de trabalho.

O erro, porém, é quando marcas querem se posicionar a favor da diversidade sem, de fato, estarem envolvidas com esses compromisso. Assim, uma comunicação mal planejada e executada pode ter o efeito contrário, afastando ainda mais as pessoas que deveriam se identificar com essa causa. Recentemente, discussões sobre celebridades que estrelavam campanhas em prol da diversidade mas que não adotavam esse discurso na prática ou em suas redes sociais foram alvo de críticas, o que já indica que o público não aceita mais um posicionamento apenas em prol de likes. É necessário coerência: não adianta se posicionar e recuar ao sinal da primeira crítica ou mesmo não praticar essa mudança no dia a dia.

Dessa maneira, escolher se posicionar e abraçar um marketing online com mais diversidade não é uma necessidade para todas as marcas, especialmente se não há identificação do público, mas pode representar uma oportunidade de se aproximar ainda mais da realidade e dilemas que muitos consumidores estão vivenciado.

Essa desconstrução leva tempo e ainda há um longo caminho até alcançarmos uma publicidade que abrace diferentes perfis de pessoas e dependerá da ação de todos, da agência de modelos ao público que dá like para campanhas que repetem os padrões de sempre. Quebrar clichês leva tempo, mas precisamos começar de algum lugar a criar um futuro mais inclusivo post por post, conteúdo a conteúdo.